Suspeito da morte de policial militar é morto durante ataque a comboio do BOPE na BR-262
Preso era transportado de Corumbá para Campo Grande quando comboio foi alvo de disparos de fuzil; forças de segurança reforçaram buscas na região.
O terceiro suspeito investigado por participação na ação criminosa que resultou na morte do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta morreu na manhã deste sábado (4), durante um ataque a um comboio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), na BR-262, na região do distrito de Albuquerque, em Corumbá.
De acordo com informações apuradas, o suspeito, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), era transportado de Corumbá para Campo Grande em um comboio formado por quatro viaturas, uma delas descaracterizada. Durante uma parada em um posto de combustíveis para a troca de um pneu, homens armados abriram fogo contra os policiais a partir de uma área de mata às margens da rodovia.
O preso foi atingido pelos disparos e morreu no local. Nenhum policial ficou ferido. Após o ataque, equipes do BOPE e de outras forças de segurança iniciaram buscas pelos autores dos tiros, que conseguiram fugir.
Segundo informações obtidas pela reportagem, há suspeitas de que o ataque tenha sido praticado por integrantes do Comando Vermelho (CV). Também circulam informações de que havia uma recompensa pela morte do suspeito, embora esse dado não tenha sido confirmado oficialmente pelas autoridades.
O homem morto era investigado por envolvimento no atentado ocorrido na noite de 30 de junho, quando criminosos atacaram uma residência em Ladário e, durante a fuga, entraram em confronto com policiais militares em Corumbá. Na ação, o soldado Marcelo Pimenta foi atingido por um disparo de fuzil e morreu após ser socorrido.
As investigações apontam que o ataque à residência tinha como alvo um homem conhecido como "Coelho". Dois suspeitos já haviam sido capturados anteriormente: Rubens Zílio Neto permanece preso, enquanto Everton da Silva Viana morreu durante uma ação policial após tentar tomar a arma de um dos agentes durante a localização do arsenal utilizado pelo grupo.
Na operação, as forças de segurança apreenderam dois fuzis, duas pistolas, um revólver, munições, rádios comunicadores, equipamentos táticos, distintivos policiais e porções de maconha, além do veículo utilizado pelos criminosos e diversos objetos empregados na ação.
Até o momento, a Polícia Militar e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) não divulgaram informações oficiais sobre o ataque ao comboio. O caso será investigado pelas autoridades competentes.
Comentários (0)